quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Já não espero por... ( ti ) ...

" Já não espero por ti enquanto olho de segundo a segundo para o telemóvel, já não espero por ti enquanto observo as inúmeras fotos e imploro um sinal teu. 
Não, já não espero por ti quando toda a conversa vai dar ao mesmo e quando lamento que não te tenho aqui....
Não, jamais espero por ti na mais amargurada noite que me obriga a ver e a rever tudo o que só consigo ser quando estou contigo. Não, nada disso....
Já não te aguardo enquanto escondo as lágrimas atrás de uma maquilhagem cara e bem trabalhada e enquanto te procuro em cada rosto que passa por mim.

Nada se traduz numa infeliz espera enquanto me concentro na história de mais um livro, que não a nossa e não, jamais, nunca, te procuro em cada dia em que de facto, não te encontro.
Não, a espera dá-se por terminada enquanto fico parada nos dias e me recuso a seguir... pensas que sim? Que insolência a minha, atrever-me a esperar por ti na garrafa de vinho que me consola e nas palavras que só me sabem a ti.

Esperar por ti? Não me atrevo a falsificar o sorriso que não trago, esta pessoa que carrego é simplesmente o lamentar, a lamúria, o grito de tudo o que não consigo ser.
Não, tranquilo, não te espero mais, não páro em cada esquina a relembrar o beijo ali roubado ou o olhar por ali cruzado... Transformo-me na rotina que me obriga a acordar para mais uma jornada sem a ( tua) presença que me devolve a mim....

Não, mentira,, qual quê? aguardar pelo teu sinal? voz? telefonema? procura?
Longe de mim ansiar a tua presença em cada passo meu...

Nunca!
Jamais!
Pura Calúnia que é dizer -te que... sei lá.... gosto de ti?!"
 

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